Em 2010, o consórcio para o olho biônico australiano chamado BVA, na sigla em inglês, recebeu fundos para desenvolver uma tecnologia que permitisse a criação de uma tecnologia capaz de devolver a visão a pessoas que a perderam por motivos específicos como a retinite pigmentosa e a degeneração macular. Apenas um ano depois, apresentou o resultado: um chip de 5 milímetros quadrados que permitirá tornar a façanha realidade.
O chip, segundo o professor Anthony Burkitt (diretor do BVA), “é o coração do implante de retina, que irá estimular as células da retina a enxergar. É um componente importante no desenvolvimento do futuro olho biônico que irá dar benefícios reais para os pacientes e tornar nossa tecnologia competitiva internacionalmente”.
O primeiro implante de um sistema completo em um paciente está programado para 2013.
Os estudos conduzidos miram especificamente na perda de visão causada pela retinite pigmentosa – que atinge 1,5 milhões de pessoas ao redor do mundo – e por degeneração macular causada pela idade, responsável por quase a metade dos casos de perda de visão na Austrália.